Quarta-feira, Agosto 20, 2008
Reativando: Experiência Irati - parte1

Depois de muito tempo esfregando o saco de baixo para cima e vice-versa, não esquecendo de também de afagar aos lados, aqui estou. Consegui um emprego que quase dá pra cobrir as despesas. Na verdade daria, caso eu recebesse... A vida é realmente uma caixinha de Bosta, dessas que se escreve com um Bê bem grande.


O lado positivo é que essa experiência até certo bom tem colaborado para o meu entendimento de mundo e de mercado. Nesse pouco tempo já consegui concluir que ambos freqüentam a mesmas casas de tolerância e comem do mesmo balde de vômito.
Precisamente.


- Provérbius iratiensis
Qüiproquó, quando você ler esse texto entre em contato.

Carinhosamente, S.J.

Escrito por These Days Staff às 10:39 PM
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Quarta-feira, Junho 13, 2007
Incêndio deixa Fernando de Noronha sem luz e impede entrada de alienígenas

O abastecimento de energia elétrica está interrompido em Fernando de Noronha (PE) devido a um incêndio que atingiu a usina responsável pelo abastecimento, na noite de terça-feira (12). Não há previsão para a normalização. A entrada de extraterrestres está suspensa.
Caso o problema persista, deverá faltar água ainda nesta quarta devido à falta de energia para dessalinizá-la e bombeá-la para os imóveis.
O fogo na Usina Tubarão começou às 19h19 de terça e só foi controlado duas horas depois. A origem do incêndio é investigada. Segundo a Celpe (Companhia Energética de Pernambuco), os três grupos de geradores instalados na usina ficaram destruídos e ninguém ficou ferido. Devido à chuva, os técnicos da Celpe só chegaram ao arquipélago na manhã desta quarta.
De acordo com a empresa aérea Trip, operadora de vôos que ligam os planetas do sistema solar a Recife (PE) e a Natal (RN), a pedido da administração de Fernando de Noronha, nenhum alienígena está sendo levado à ilha. Os discoss têm apenas retornado com os passageiros, conforme o previsto. Os vôos realizados desde a noite de terça-feira ficaram lotados.
Conforme projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2006, Fernando de Noronha tem aproximadamente 2.300 habitantes.


*Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 8:40 PM
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Quarta-feira, Maio 23, 2007
A resposta está na sua mente.

O café esfriou, o filme já era, a água ferve e Bob Dylan me faz companhia. Faz frio e todos estão dormindo. Esse é o ano de 2007. Muita coisa mudou de 2000 pra cá e não há nada que eu possa fazer para reverter isso.
Cinco colheres de pó e três de açúcar da outra marca. Metade já foi e eu estou começando a me sentir laranjado. Pode parecer estranho para vocês, mas é a pura realidade: estou mesmo ficando laranjado!
Vou misturar os dois e vai ficar quente. Talvez fique gostoso também, mas acho difícil. Tudo é difícil agora e o banheiro fez barulho. Possivelmente não estou sozinho aqui. Ofereci café, e se o café sumir da garrafa vou ficar desesperado!

- "Senhor tocador de tamborim, está escuro demais pra ver, mas eu sei que você vai tentar me bater. Tenho provas contra você!", contou em entrevista.

Na manhã de sexta-feira, 22 de abril de 2007, o casal foi encontrado morto por um dos filhos que visitava a casa. "Entrei achando que ia encontrar meus pais dormindo, porque ainda era bem cedo, e acabei encontrando os mortos", lamentou Edmundo, que mora em Teresópolis e tinha se deslocado até a capital para visitar a família.
A policial responsável pela perícia afirmou que os assassinos...

Chega!


*R. U. Sirius

Escrito por These Days Staff às 4:59 AM
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Quinta-feira, Maio 17, 2007
Adoro essa porcaria!

*Lenny Murphy e R.U. Sirius

Escrito por These Days Staff às 5:09 AM
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Segunda-feira, Maio 07, 2007
P.O.R.Ã.O.

"Quando as coisas ficam estranhas os estranhos viram profissionais" - Raul Duke


Edson sempre foi um bom contador de histórias. Nos conhecemos no pré-primário, quando ainda apertavam nossas bochechas e acreditavam que o futuro seria promissor conosco. Pelo o que eu lembro, ficamos amigos porque eu sempre deixava para ele os dois últimos goles da minha sprite. Não que eu tivesse medo dele me bater ou algo do tipo, era camaradagem mesmo! Aquele jeitão James Dean sempre me chamou a atenção.
Naquela época, a responsável por nos transmitir conhecimento era a tia Érika, e que mulher!
Pelo o que eu lembro se tratava de uma japonesa gostosa, dessas que raramente encontramos por aí. Mas há quem diga que nem japonesa ela era. Fica a dúvida! Mas o que importa é que eu gostava demais daquela "tia". Achava ela tão meiga e carinhosa que se me permitissem a levaria pra casa e amaria ela pra sempre, mesmo que ainda não tivesse um pênis digno o suficiente para lhe dar qualquer tipo de prazer. Mas o tempo se encarregaria disso, tudo o que ela teria que fazer seria esperar o momento certo.
Edson tinha uma visão completamente diferente da situação. Odiava Érika com todo o ódio que cabe no coração de uma criança de seis anos. Até hoje eu não entendo muito bem qual foi o lance entre os dois, mas não esqueço do dia que ele foi pra cima dela e grudou e seus cabelos. Assistir aquilo me marcou para sempre. De um lado o meu melhor amigo, do outro a mulher que eu amava. Aquele foi um dia triste. Lembro como se fosse hoje que fiquei parado, estático e, sobretudo, triste com aquela cena.
Pior de tudo foi que diretora da escola deu razão ao marginal e demitiu a professora. Começava ali o meu calvário com as mulheres.
Começava ali a minha amizade com Edson.

Estudamos juntos até a 3ª série do ensino fundamental. Sempre sentando em carteiras próximas para fazer o tempo passar mais rápido. Lembro que na segunda série a professora Vânia colocou uma loira aguada entre a gente. Na época eu não achei ruim, aquela menina era a mais linda da sala e mais tarde viria a ser comparada com a Gisele Bundchen, por alguns afrescalhados da moda. Seu nome era Thaís Tondinelli e ela foi a quarta menina que amei na vida. Entre ela e a tia Érika estavam a Vanessa, que era uma loirinha danada de bonita que estudou comigo ainda no pré-primário, e Maria Tereza, que hoje é mãe solteira e ainda vive em Cornélio Procópio. Acabou que durante todo aquele ano Edson, Thaís e eu nos tornamos grandes amigos
Edson, ainda que não soubesse da minha quedinha por Thaís, sempre esteve ao meu lado. Tudo bem que eu desconfiava que ele também tinha lá suas inclinações por ela e pelas outras mesmas meninas que eu, o que na época era comum na sala. O fato é que continuaríamos amigos. Independente de qualquer coisa que viesse a acontecer entre aquelas garotas e a gente. E assim foi. Elas nunca deram bola pra gente.

Na quarta série nos separamos. Fui estudar de manhã com um bando de idiotas e Edson continuou na sala legal, onde rolava as melhores baladas. Aquele 1995 foi difícil pra mim. Tive que dividir sala com os almofadinhas e eu não gostava de ninguém. Tive que ficar amigo do menino que usava aparelho na coluna, aquele que era rejeitado pelos outros. Foi então que meu lado anti-social começou a aflorar...
No ano seguinte as coisas melhoraram. De 5 ª a 8ª série todos estudavam de manhã, o que trouxe Edson de volta ao meu ciclo de amigos. E, se a vida não tinha sido fácil comigo no último ano, com Edson acontecia a mesma coisa. Ele queria ser roqueiro e já era comum ouvi-lo falar "buceta".
Edson me mostrou o rock. Falava empolgado de bandas como Nirvana, Sepultura, Pantera, Iron Maiden, Black Sabbath e Ozzy, que desses nomes era o que mais me agradava. Era legal falar "Ozzy"!


Talvez continue...

*Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 5:50 AM
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Sábado, Maio 05, 2007
"Mãe, eu gosto muito de você"

*Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 7:08 PM
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Sexta-feira, Maio 04, 2007
"Eu só consio vai cocô quando vejo a sua foto"

- Valdez de Rivera

Escrito por These Days Staff às 9:48 PM
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Sexta-feira, Abril 20, 2007
01 de: contos dos 15 anos

A viajem

Parecia uma gôndola cheia de cérebros degenerados na promoção de um hipermercado dessas megacorporações que matam criancinhas de fome. Mas era apenas uma festa universitária. Os transeuntes desfilavam um turbilhão de hormônios devidamente preparados para os regredir alguns milhares de anos como suínos num bacanal celeste. A diferença é que o porco quando trepa tem orgasmo de 15 minutos e a maioria ali só foderia alguns segundos a própria mão.
O pau de Fred estava tão ereto que era capaz de derrubar a Ponte Hercílio Luz quando a primeira bunda redonda cruzasse seu caminho. ¿Se segura aí amigo, desse jeito vão pensar que mijei nas calças¿. ¿Toma Ana, produção caseira, total do it yourself¿. ¿ANA! CARALHO ANA! OU VOCÊ FUMA LOGO OU VIRA ESSE RABO PRA LÁ. NÃO TENHO MAIS IDADE PRA BATER PUNHETA A CADA 10 MINUTOS MENINA¿. Ana estava num estado contemplativo roxo, uma forma alterada de consciência etílica, suave e valsante. Mas sua bunda continuava ali. Duas grandes e gostosa montanhas de bunda. ¿Dava pra perder meia hora nela facinho, facinho¿. O pinto de Fred era meio impulsivo. ¿Cala boca seu caralho depravado antes que eu passe o saco no refrigerador!¿ O meio das virilhas de Ana já estavam em condições de exportar o licor das virgens depravadas e transpirar umidade suficiente pra defumar carne de avestruz da malásia, seja lá o que isso for. ¿Você deu aquele banho de luz que te falei?¿, voltava Ana. ¿Tá tudo aí, confere¿. Além de impulsivo e ninfomaníaco, o pinto de Fred é mediano, parrudo e meio torto pra direita, resultado de anos e anos de masturbação canhota. ¿Ei! Gostosa! Defuma eu!¿, disparou o pau de Fred. Mas Ana já havia se transferido para a parte norte da galáxia dos gnomos flamejantes. Fred dispensou os gnomos e ficou com a bunda de Ana. Ele analisou cada mínima elevação daquelas nádegas macias e resolveu que já era hora de chegar junto. ¿E aí, parece que você quer sair dessas calças apertadas. Que tal uma mãozinha?¿. ¿Nem fodendo¿. ¿Foi você quem tocou no assunto...¿. ¿Olha aqui cara, você e esse seu pinto meia boca não tem força nem pra fazer cosquinha nessa bunda grande, tá certo?!¿. ¿ANA! Ô ANA!¿. ¿Calma, porra! A viajem é longa¿, devagar Ana voltava, de novo. ¿Ana, posso comer sua bunda?¿. ¿Tranqüilo, mas não agora. Ainda tenho que terminar com um gnomo transgênico¿. ¿HÀ! Se fodeu bunda metida, foder-la-ei!

Quiproquó´s Armando.

Escrito por These Days Staff às 9:18 PM
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Quinta-feira, Abril 19, 2007
Raul Seixas!


Screw Jack!

Escrito por These Days Staff às 1:10 PM
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Domingo, Abril 01, 2007
Vou viajar... Feliz Páscoa

Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 6:39 AM
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Terça-feira, Março 27, 2007

Atmosfera 62,1

Eu adorava aquela parte da música. Era ali que tudo começava, era ali que o órgão entrava em fundição com a guitarra e fazia tudo girar quando eu fechava os olhos! O jornal dizia que amanhã uma frente fria localizada no Rio Grande do Sul espalharia muitas nuvens pela região e a sensação que eu tinha é que já era tarde, quando na verdade ainda eram 19:28h.
Era necessário aumentar o volume. Era realmente necessário, aquele vocal era foda! Alguns sons eu tinha certeza de que só poderiam ser ouvidos e interpretados nesse estado.

Maldito jornalismo!

Canalha filho-da-puta!

Quero ver você colocar arroz e feijão no meu prato!

Nossa! Teve uma hora que juntou tudo e o barulho que saía ficava cada vez mais interessante. Era uma viagem muito boa, eu estava indo para o sul. Havia pegado carona em algum ultra-leve colorido que me levava até lá. Os ventos quebrando no rosto e em todos os lugares que passávamos as pessoas deixavam sorrisos sinceros.
Cada vez mais tenho a sensação de que estou me abandonando. É uma atmosfera muito interessante que me tenta a ir para outra dimensão. Eu pensava em coisas como: ¿Você pertence à gangue¿ e ¿príncipe safadão¿, pois o jornal acabara de mostrar uma capa de revista com o príncipe Willian, eu acho, com a mão no seio de uma brasileira de 18 anos ¿ príncipe safadão definia bem aquilo!

Tonnie Von voltou! - quero dizer, Ronnie Von voltou ¿ Eu estava vendo ele na tevê. Ronnie Von deve ser aquele tipo de cara que, se não veio, viu e venceu, foi com certeza um dos que mais se aproximou disso, e por isso eu o respeitava! ¿A vida ainda vai me permitir uma entrevista com ele!¿, eu pensava.
Mari Correa era cineasta!

Chega!

Nuvens encobriam a lua no céu e João Paulo 2° seria canonizado! ¿Deveriam fazer o mesmo com Telê Santana¿, eu refletia!

Minha vizinha acabara de fazer barulho na maçaneta. Ela deve saber o que está se passando aqui e se bem a conheço deve estar insatisfeita com a situação. Ana Luiza, some daqui Ana Luiza!

Nossa! Lacrimosa fez muito sentido pra mim agora! Continuo no ultra-leve que agora estava a dar piroetas e loopings no ar.Eduardo Ribeiro estava no Jornal da Band apresentando a notícia principal.

O preço dos remédios subiu acima da inflação desde 2003. Maldito Lula, eu acreditava em você!
Melhor parar por aqui!

* Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 8:18 PM
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Ultraensaio!

Era madrugada de segunda para terça. Final do mês de março e lá estava eu acendendo o segundo beck do dia, ou melhor, da noite. Valdez deveria estar dormindo e Quiproquó, que completava naquela data três anos de chamego com sua amada, deveria estar fazendo o mesmo. Eu estava sem sono e pensava na vida. No som rolava o velho e bom, ou o bom e velho, como preferirem, Ronnie Von e a sua fabulosa Máquina Voadora, um disco que deveria ser adquirido por todos os apreciadores de fumo-d'angola espalhados pelo mundo. Ronnie Von falava coisas como: ¿As pessoas dizem que tão pouco nos conhecemos e que em verdade não sabemos o que sentimos¿, ¿nosso amor pelo mundo caminhou¿ e ¿nosso amor pelo mundo viverá¿. Ronnie Von fazia muito sentido naquele momento.
Lembro que era um som repleto de fumaça acompanhado por flautas insanas, ao melhor estilo Donkey Kong Country de ser. Naquele momento eu queria escrever porque me faria bem aos pensamentos e porque acabara de ler o Velho Doutor!
Meu vizinho aparentava uma crise de tosse, mas poderia ser apenas vômito, mas vomito me parecia incomum demais para uma madrugada de segunda.
¿Um jipe branco a toa voa rente ao mar¿, e cada vez mais ficava difícil de escrever o texto que aqui apresento. ¿A minha mão procura a mão de Sueli, a mais bonita moça que há por aqui¿, também merecia ser lembrado.
Agora fico a me perguntar: ¿Quantos?¿

Meus Deus! Alessandra!

¿Que surpresa agradável¿, pensei calado imaginando que Valdez me entenderia nesse momento. Voltaram as flautas e o sentimento de livre-arbítrio, alvedrio ou simplesmente liberdade, tomava conta de meus pensamentos.

¿Dama, eu vi suas fotos, elas ficaram ótimas!¿, precisava constar aqui.

Maldito! ¿ Esqueçam essa parte. ¿Bosta, acabei de matar um inseto que me manchou a cueca¿. IBAMA, não era pra isso ter acontecido. Eu juro!

Uma jovem que teve várias oportunidades de morrer e que curti Rambo não me saía dos pensamentos. Olhos azuis e a idéia da ilha me voltavam à mente enquanto Ronnie falava, ¿não tem mais tempo para amar¿. Aquilo era verdade! Um livro precisava ser feito e meus olhos estavam deslocados devido ao som destorcido daquele violino drogado!

Esse blog precisa de vida! Força Valdez, força Quiproquó!


*Screw Jack e Ronnie Von

Escrito por These Days Staff às 5:47 AM
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Sábado, Março 17, 2007
O primeiro da série: "Rejeitos de Redação e Expressão Oral e Escrita III"


Gafanhoto travestido de minhoca... é disso que eu tô falando!

Hoje em dia não é muito fácil ser alguém ¿diferente¿. Quando muito o esforço fica restrito a ¿mais um alguém alternativo¿. E o que não era sinônimo acaba sendo nivelado por baixo.
Se tomarmos por base os últimos intentos das levas musicais o cenário fica ainda mais complicado. A moda indie, por exemplo. Deveria ser uma abreviação para ¿independente¿ e abarcar um sem números de inovações estilísticas. O que de fato acontece é que o indie não passou de uma reapropriação setentista, quando com muita boa vontade lembra das baladas oitentistas. Veja bem, oitentista, não oitentera, porque estou me referindo àquelas musiquinhas discos, bem bacaninhas pra se ouvir sem escutar; não daquele viés quase esotérico das bizarrias esquizofrênicas do glam, do hardrock do Twisted Sister e dos clássicos cinematográficos como ¿Te pego lá fora¿.
O que acontece com a vanguarda da contemporaneidade? Tá certo que vanguarda nunca foi algo muito interessante, e a única característica que realmente uniu todas elas foi a arrogância. Mas, pelo menos, ele tentavam. Ao que parece, atualmente, o erro chega antes da tentativa. Talvez o ¿ser diferente¿ converteu-se em ¿ser igual¿, como um câmbio de perspectiva à Bob Black. Ou talvez o ¿ser diferente¿ nunca tenha existido e nós simplesmente masturbamos nosso saudosismo.
Se eu fosse um sufista ortodoxo eu entoaria meus cânticos psicóticos ao redor da televisão e debateria com Ibn Sirin, ou algum dos ¿mestres espirituais¿, sobre os proveitos de ser um cara ¿diferente¿ e então escreveria um best seller, só pra ser do contra.


Armando Quiproquó

Escrito por These Days Staff às 5:03 PM
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Quinta-feira, Março 15, 2007

Noite em Florianópolis

Quando cheguei ao Hi Hostel fui atendido por uma gordinha meio chata, que não queria me registrar se antes eu não deixasse pago pelo menos uma diária. Não perguntei o seu nome, pois estava cansado e com muito sono. Hoje chego a conclusão de que seu nome pouco importa nisso tudo...
Deixei minha mochila na recepção e saí a procura de um caixa eletrônico. Aproveitei para comprar Hipoglos, pois minhas pernas estavam insuportavelmente assadas, e assim que retornei ao hostel fui direto ao quarto e, ainda de estomago vazio, deitei e dormi. No mesmo quarto que eu estava um cara estranho, com o cabelo pintado de caju que era de Goiás e um norueguês careca que parecia ser gente boa. Enquanto eu tirava o atraso e sonhava com Nossa Senhora da Aparecida e seu manto azul os caras conversavam sobre sei lá o que, e isso me deixava puto! ¿Poxa, conversem na sala seus filhos-da-puta¿, eu pensava enquanto lutava pra não perder o sono.
Consegui dormir por mais algumas horas, mesmo com aqueles caras ali. Eles tinham dificuldade para estabelecer comunicação, pois o norueguês não falava português e o brasileiro não falava norueguês. O inglês era necessário ali, mas também não era o forte do goiano, o que propiciava bons momentos de silêncio no quarto.
Acordei com o sol já se pondo. Tomei um banho demorado e resolvi ir bater perna pelos arredores do hostel. Meu destino foi a Avenida Beira-mar, onde passei um bom tempo escrevendo sobre as primeiras impressões da viagem e onde também fui pego por uma diarréia aguda, que me obrigou a retornar as pressas par o hostel.

Mesmo tendo dormido toda aquela tarde eu ainda estava me sentindo cansado. A idéia de que aquela viagem não passara de uma tremenda burrada estava ficando cada vez mais freqüente em meus pensamentos. Nunca havia viajado sozinho e também era a primeira vez que eu viajava sem destino. Meu olhar estava vago e distante naquela noite. Eu insistia em encontrar um motivo para aquilo tudo e estava ansioso para saber aonde aquilo iria terminar.
Eu sabia que Florianópolis não era tão distante assim de Ponta Grossa, e em determinado momento pensei em desistir de tudo, colocar meu rabinho entre as pernas e voltar para casa me sentindo um fracassado ¿ o maior deles ¿ mas logo depois que saí do banheiro eu percebi que, assim como os dejetos que saem pelo ânus, eu não poderia simplesmente desistir e voltar para casa. Eu tinha obrigação moral com aquela viagem e talvez o dia seguinte me trouxesse uma grande surpresa.

Continua...


*Screw Jack ?

Escrito por These Days Staff às 6:12 PM
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Segunda-feira, Março 12, 2007

A mulher que eu vou amar esse ano

"Nas palavras de Elvis, enquanto este vasculhava os bolsos da vítima procurando o dinheiro e subtraindo o celular, houve a "reação" por parte de Joel. Marcos, o co-réu, armado, já estava posicionado de modo a conter qualquer tentativa de defesa do ofendido. Assim, mesmo que os golpes tenham vindo na sequencia da tomada do celular, fato é que foram desferidos em região letal da vítima (pescoço e caixa toráxica) e no mesmo contexto criminoso, sendo a violência a forma de buscar a impunidade e o sucesso da empreitada criminosa."

Isso aconteceu na Rodoviária de Ponta Grossa - 26/03/2006


Prometo continuar o CALIBRA...

*Screw Jack


Escrito por These Days Staff às 11:55 PM
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Domingo, Março 11, 2007
Massa Falida
Duduca e Dalvan


Eu confesso já estou cansado de ser enganado com tanto cinismo
Não sou parte integrante do crime e o próprio regime nos leva ao abismo.
Se alcançamos as margens do incerto foram as decretos da incompetência
Falam tanto sem nada de novo e levam o povo a grande falência!
Não aborte os seus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia!
Os camuflados e samaritanos nos estão levando a fatalidade,
Ignorando o holocausto da fome, tirando do homem a prioridade.
O operário do lucro expoente e a parte excedente não lhe é revertida,
Se aderirmos os jogos políticos seremos síndicos da Massa falida!
Não aborte os seus ideais............



Armando Quiproquó - Jack - Agregado



Escrito por These Days Staff às 12:14 AM
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Terça-feira, Março 06, 2007

Lamentos e despedidas

Na madrugada de segunda para terça, enquanto conversava com Valdez sobre o que seria de mim em 2008, eu, infelizmente, visualizei tudo!

A porta de casa iria se fechar pela última vez com uma meia-volta vagarosa e triste na chave. Seria final de tarde e o sol estaria indo embora de maneira melancólica, junto com aqueles garotos que ali se olhariam com saudades.
Lá dentro ficaria um vazio demasiado grande para uma kitinete. Um vazio que começaria a acompanhar aqueles recém promovidos a desempregados em suas trajetórias distintas. Nenhuma caixa, nenhum xerox inconveniente, nenhuma semente pelo chão, mas talvez eu deixe na pia um pedaço de sabonete para contar a história daqueles anos que ali passei.
Do lado de fora os amigos, todos quietos e com os olhos cheios de lágrimas, se olhavam com consciência de que aquele era mesmo o final.
Aquele espaço de quarto, sala e cozinha (tudo numa coisa só), representou felicidade na época que respirávamos o ar mais puro de nossa juventude. Foi nosso ponto de encontro, nossa boca-de-fumo, lugar de festas estranhas e em diversos momentos - bons momentos - foi motel também... Aquilo era mágico e custou menos de R$ 300,00 por mês. Seria difícil encontrar lugar melhor para viver, porém, ao mesmo tempo, seria necessário e inevitável.
"Segue a vida", diria alguém que, em troca, receberia um tapinha nas costas e nenhuma palavra seria dita em resposta. Um tímido sinal de positivo com a cabeça seria o suficiente para aquela triste afirmação.
Logo outro morador estaria ali. A porta se abriria novamente e o ar, com saudades daquele lugar onde sempre foi bem vindo, logo ocuparia o seu espaço novamente. Outras histórias viriam com ele e fariam frente àquelas que um dia ali deixei com o meu pessoal...A kitinete três faria falta a todos e todos fariam falta à kitinete três.


Esse amor, enfim, foi profundamente correspondido. O que não foi suficiente para evitar que também lhe chegasse o fim.


* Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 3:40 AM
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Sexta-feira, Março 02, 2007
CALIBRA Post 5

Carona até florianópolis - parte 2

Quando se viaja de carona é muito comum perguntar para a pessoa que está dirigindo o que ela está indo fazer ou o que está transportando, - você acaba fazendo isso para parecer um cara legal, se mostrar interessado na vida do motorista ou então apenas por curiosidade - só que, na maioria dos casos, isso apenas vem à tona quando alguns quilômetros já foram deixados para trás, o que foi o caso naquele dia. Descobri que o carro estava abarrotado de produtos de beleza apenas depois de algum tempo de conversa com Alexandre, e mais tardar ainda foi quando descobri que as mercadorias estavam sem nota fiscal.
Nunca, em todas a minha história com caronas, o veículo que me transportava havia sido parado pela Polícia Federal ou qualquer outra do tipo, o que me fazia acreditar que eu era um cara de sorte. Mas aquele dia foi diferente, fomos parados na blitz.
Se ao invés de produtos de beleza aquelas caixas todas estivessem repletas de drogas seria bastante provável que o motorista dissesse que não pertenciam a ele e jogaria toda a culpa sobre o carona, que, por carregar em sua mochila alguns baseados que pretendia fumar mais além na viagem, estaria seriamente enrascado naquela situação. Minha sorte naquele dia foi que Alexandre falava a verdade, estava mesmo carregando produtos de beleza.
Alexandre encostou o carro e esperou que a policial chegasse ao veículo, uma mulher de aproximadamente 40 anos que era bastante alta e magra. Feia pra ser sincero! O procedimento foi aquele de sempre. Pediu os documentos e perguntou o que havia nas caixas. Alexandre, fora do carro, foi gentil em todas as respostas que direcionava à oficial e eu continuava no carro, torcendo pra que ela não descobrisse a minha maconha.
Enquanto os dois conversavam do lado de fora eu aproveitei para dar uma olhada no mapa e ver o quão longe ainda estávamos de Florianópolis. Naquele momento eu já me sentia bastante cansado e com sono. Não tinha certeza ainda do que faria ao chegar em Florianópolis, se continuaria viagem ou se procuraria algum lugar para repousar.

Depois e alguns minutos a policial chegou do meu lado e perguntou o que havia na mochila. "Um pouco de tudo. Barraca, roupas, panela, lanterna, coisas assim", respondi com tranqüilidade. Sabia que se eu fosse legal com ela não teria problemas, por mais que eu ache que esse tipo de pessoa não vai muito com a cara de caronas. Ela me pediu os documentos e assim que estava com a minha carteira de identidade em mãos perguntou o que é que eu fazia: "Estudo jornalismo", e continuei, "quero conhecer os cannyons do Rio Grande e escrever alguma coisa", e então ela balançou a cabeça com desprezo e foi chegar no sistema se havia algo contra Alexandre ou contra mim.
Quando voltou, deu uma bronca em Alexandre por não possuir nota fiscal e disse para eu tomar cuidado com as caronas. Balancei a cabeça também com desprezo e seguimos viagem.
Assim que saímos dali começamos a falar sobre a Polícia Rodoviária e sua eterna mania de tomar dinheiro das pessoas, mas logo o assunto esfriou e ficou um silêncio no carro. "Muitas coisas já ficaram para trás desde que isso tudo teve início", eu pensava enquanto dei uma última olhada no mapa antes de guardá-lo na mochila. O mapa me mostrou que a distancia entre Florianópolis e Ponta Grossa era grande, naquele momento eu já estava consideravelmente longe de casa, porém aquilo não significava nem metade de tudo o que havia planejado quando peguei a estrada.
Quando chegamos em Florianópolis a primeira visão que tive da cidade me espantou. Realmente se tratava de uma cidade bonita! Aquelas pontes, túneis, o mar, as mulheres... Tudo ali me parecia agradável aos olhos. Alexandre, que conhecia um pouco da cidade ia me falando uma ou outra coisinha sobre as praias e lugares para conhecer, mas eu sabia que estava ali apenas de passagem e que aquilo apenas seria possível em uma visita futura. Enquanto Alexandre pedia informações sobre os salões que teria que visitar eu ainda pensava se iria ou não seguir viagem naquele dia.
Logo encontramos o primeiro salão e eu o ajudei a descarregar as mercadorias. O boiolinha que estava no balcão nos tratou mal e indicou o local onde deveríamos deixar as caixas. Ele agia como se o fato de trabalhar em um salão de cabeleireiros o fizesse superior a nós, que éramos apenas entregadores - nunca iriam imaginar que eu era um mochileiro e apenas estava ajudando, mas tudo bem, eu não via mal nenhum em ser um entregador.
Na entrega seguinte aproveitei para perguntar sobre algum hostel ou lugar barato para ficar por ali e um grupo de tiozões de bar, depois de discutirem uns com os outros, me falaram que havia um a apenas sete quadras dali. Comentei com Alexandre que havia um hostel ali perto e ele me aconselhou a ficar por ali. Refleti por alguns instantes e quando vi que o relógio não marcara nem meio-dia ainda e me decidi por aproveitar a luz do sol e continuar viagem. "Vou seguir viagem cara, melhor deixar pra descansar mais pra frente um pouco", disse para ele, quando estava prestes a entrar no carro e seguir rumo a sua terceira e última entrega."Cara, não adianta nada você passar pelos lugares se não aproveitar para conhecê-los. Fique aí, conheça Florianópolis e depois você continua a viagem", novamente aconselhou Alexandre.
Parei por cerca de 10 segundos para pensar e cheguei a conclusão de que ele estava certo. Passaria aquele dia na capital catarinense, cuidaria dos pés, das assaduras nas pernas e descansaria o pensamento ali estivesse.

Continua...

Florianópolis.JPG

*Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 8:28 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
CALIBRA - Post 4

Carona até Florianópolis

Continuei em frente por uma pequena subida e então parei mais uma vez para tentar a sorte. Poucos carros passavam por aquele trecho e o sol estava intenso. Para a minha sorte não tive que ficar muito tempo por ali. Escutei uma buzina e quando me virei para ver de onde saía aquele som vi um corsa que parado a uns 30 metros às minhas costas, como se estivesse saindo vindo de uma estrada de chão e prestes a pegar a BR - 101, me fazendo sinal. Coloquei a mochila nas costas e corri em direção ao veículo:

- "Vai pra onde amigo?", me perguntou o motorista.
- "Pro Sul", mais uma vez foi a minha resposta.
- "Vou até Florianópolis. Sobe aí!".

Funcionou! Acabara de conseguir uma carona até a capital catarinense com Alexandre, um carioca falante que reside em Curitiba há mais de 15 anos e que ganha a vida como entregador.
Embora prefira trabalhar na Região Metropolitana de Curitiba, por conhecer melhor e por poder trabalhar de moto, ele nunca negava uma entrega em regiões um pouco mais afastadas, desde que ganhasse bem pela corrida, "sempre que aparece alguma coisa pra fazer eu vou pra estrada. Tenho que colocar comida em casa!", contava enquanto eu ainda ajeitava a minha mochila no carro. Durante o dia, Alexandre costuma entregar qualquer coisa que lhe renda um bom dinheirinho. Dessa vez estava com o carro cheio de produtos de beleza que deixaria em três salões de beleza de Florianópolis - ao todo havia mais de R$ 11.000,00 em produtos no carro.
Alexandre dirigia um corsa prateado com placa de Colombo. Era casado há mais de dez anos, pai de dois filhos, flamenguista e gostava de cinema, "o que eu mais gosto é de filme. Sempre que sai alguma coisa nova nas banquinhas eu compro pra assistir com a minha mulher ou com as crianças", dizia ele. Durante a noite Alexandre trabalhava como entregador de jornais, prestando serviços à Gazeta do Povo. Em determinado momento perguntei de maneira despretensiosa, apenas para puxar papo com ele:

- "Não tem como me arrumar um emprego por lá não?".
- "Não dá, é uma firma terceirizada. Acho que nunca vi um jornalista aparecer por lá", disse Alexandre com um ar de que, se fosse possível, me indicaria a alguém.
- "Seria sorte demais também, né? Se além da carona eu conseguisse trabalho", conclui enquanto podia-se ver um pequeno sorriso no rosto de Alexandre.


Conversamos bastante durante o trajeto. Falamos sobre política, estradas, cidades, mulheres cariocas, mulheres paranaenses, carnaval e enquanto isso Barra Velha, Itajaí, Balneário Camboriú e Tijucas iam ficando para trás. Tudo ia bem até que pouco depois de passar por Tijucas veio o primeiro susto da viagem: a Polícia Federal estava trabalhando.

Continua...

*Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 8:56 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

CALIBRA - Parte 3

Irati nunca mais

O segundo dia de viagem foi mais tranqüilo do que eu pensava. Após gastar R$ 4,00 com um banho mais ou menos na rodoviária de Joinville, juntei minhas coisas e segui para a BR - 101. Minha idéia inicial era sair dali pela entrada principal, pois achava que aquele moinho de vento me renderia uma bela foto, mas meus pés não estavam legais e então acabei saindo pelo caminho mais curto, o mesmo caminho que fazem os ônibus. "Um dia eu volto Joinville!", falei enquanto tentava encontrar a posição ideal para continuar a caminhada sem que destruísse ainda mais os meus pés.
Quando cheguei na BR e o sol ainda não havia dado o ar de sua graça, mas mesmo assim o calor já era consideravelmente forte às 06:10 h daquela manhã. Eu temia pelas bolhas em meus pés, pelo sono - que estava começando a ficar intenso - e principalmente pelo sol, pois já havia enfrentado a estrada com uma mochila de peso semelhante e com um sol forte queimando minha cabeça e sabia que não seria fácil, ainda mais sozinho. "Preciso conseguir carona antes que o sol comece a me incomodar", eu dizia em voz baixa enquanto caminhava até um ponto estratégico para colocar o dedo em riste.
Cerca de uma hora depois que ali cheguei me parou a primeira carona daquele dia. Era uma Parati velha, caindo aos pedaços, que pertencia a seu João, um jardineiro simpático que deveria ter entre 50 e 60 anos de idade. Seu João estava indo para uma fazenda em Araquari, 15 Km à frente de Joinville, onde trabalha das 08:00 h da manhã até o final da tarde. Aos sábados está livre e gosta de pescar. São 40 anos dedicados a jardinagem e seu João não se vê fazendo outra coisa, "nesse tempo nasceram os meus três filhos, consegui pagar o estudo de todos, consegui carro, casa e agora tenho até uma casinha na praia, em Barra Velha", disse contente antes de terminar a carona. Seu João me deixou em frente a um posto de gasolina e seguiu a sua rotina.

Eu segui a minha. Passo após passo...

Estava difícil carregar a mochila naquele dia. Meus ombros estranharam aquilo tudo em cima deles de um dia para o outro e ameaçavam protestar - assim como meus pés, que continuavam com bolhas, mas que agora incomodavam menos devido aos chinelos.
A minha frente eu podia ver um viaduto - "como esses engenheiros são danados" - que ligava Araquari a Jaraguá do Sul. Em uma das paredes laterais podia-se ler a seguinte mensagem: "Irati nunca mais". Tal frase me fez lembrar um grande amigo que tem família na cidade, seu nome é Felepe.

Irati.jpg

Continua...


*Screw Jack

Escrito por These Days Staff às 6:59 PM
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